terça-feira, 6 de julho de 2010

Amigos imaginários


As vezes achamos que estamos rodeados de amigos, acá e acolá, mas mesmo assim, nos sentimos sozinhos. daí passamos a falar com nós mesmos, quem nunca fez isso?
Mas precisamos mostrar para os outros o que estamos sentindo, propomos situações que nos interessam, cenas pra atuar mais tarde, na presença dos outros, às vezes, até mesmo criamos situações pra chegar na cena ensaiada. Agimos sem pensar, insolentes, nem aí se iremos machucar ou ofender alguém, só pra sair por cima, sem ao menos lembrar que discutimos com seres humanos e estamos no século XXI.
Nessas horas, pensamos: com quem realmente estamos falando? Será que com a nossa consciência? ou com alguém que imaginamos estar ali, presente, se tornando cúmplice daquela situação.
Volta e meia nos encontramos querendo ser o centro das atenções, querendo dar tchau na janela do bonde em movimento, e aí, por essas e outras que se acumulam, acabamos achando erroneamente que naum temos atenção e nos martirizamos os maiores abandonados. Que egocentrismo, hein? E o nosso amigo imaginário, ali, presenciando toda aquela cena, nos vendo nos passar por ridículos, sem ao menos falar com a gente.
E, até mesmo achamos que somos amigos imaginários dos outros, pois nosso orgulho nos faz confundir presença com necessidade, mas não porque os outros nos excluiram, e sim, porque nós nos excluímos, nos expondo ao ridículo, e não percebendo que o outro precisa mais da gente do que nós mesmos, e nosso amigo imaginário é o mesmo que fez a Eva dar a "maçã" pro Adão, ou a serpente, que nos faz cometer pecados, mas que os remetem para o nosso próprio benefício.

Todos temos amigos imaginários, uns piores que os outros, mas, sempre um reflexo da nossa própria ignorância.



Tenha um bom dia e não deixe de nos seguir, em breve tem um post novo por aí!

Um comentário:

  1. "reflexo da própria ignorância", me sinti uma asna SAUIDHUS
    mas é verdade..

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