segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Nimbus Entrevista: Bianca Ripoli

Amor
Quando duas pessoas fazem amor
Não estão apenas fazendo amor
Estão dando corda ao relógio do mundo
Mário Quintana


Essa semana eu conversei com Bianca Ripoli,que, além de um amor de pessoa, é uma adolescente twitteira (@biancaripoli) que pretende ingressar no curso de Engenharia Civil.

Nimbus: A gente vai falar sobre o quê?
Bianca: Que tal sexo?

N: Sexo ou Amor?
B: sexo COM amor.

N: Sexo na adolescência. Quando iniciar, o que fazer?
B: Acho bem bacana ter diálogo sobre o assunto com os pais, apesar de eu não ter. Mas acima de tudo, pés no chão e PREVENIR-SE.


N: Você acha que essa vergonha de conversar com os pais se torna um dos motivos para algo não desejado?
B: Não. Porque, apesar de faltar a presença dos pais, informação não falta, e só se ferra quem quer.

N: Mas afirmando isso, você afirmaria que os programas de saúde nas UBSs e Escolas são eficientes por si só?
B: Definitivamente NÃO! As UBSs têm uma participação pequena, a única coisa que fazem é distribuir preservativo e fim. E as escolas pode-se dizer que é zero, pois tratam o assunto como algo proibido, que só se faz depois do casamento, e hoje em dia, todos nós sabemos que não é bem assim. E também, o adolescente acaba aprendendo muito mais com os amigos e até mesmo com alguns sites da internet, do que com esse tipo de instituição, que não é nenhum pouco eficaz no que faz.

N: qual seria a solução então, para as escolas, ao menos?
B: Primeiramente, partindo de a direção abrir a cabeça, e tratar o assunto com mais liberdade, e com mais frequência. Abordar o tema em sala de aula, palestras, distribuição de preservativos. Enfim, seria um bom começo.

N: Em sua opinião, nada científico, qual a idade para iniciar as relações sexuais?
B: Sinceramente? Acredito não existir a IDADE certa, o que acontece, é a pessoa certa, ou a que você acredita que é. Alguém que você goste muito, confie e que te dê segurança pra isso. Esse negócio de idade certa pra transar não existe.

N: Anéis de castidade (Jonas Brothers), sexo só depois do casamento (Kaká) é respeitável, ou apenas sensacionalismo religioso?
B: Puro sensacionalismo. Apesar da ideia de casar virgem ser divina e respeitável, mas quem espera por isso hoje em dia? Se souber de alguém me apresenta que quero dar os parabéns.

N: Sexualidade é moda?
B: Falando de orientação sexual eu acho que não é moda não você é aquilo que é nenhum homem beija homem porque vê um beijando, sei lá. Acho que homossexualidade e afins vêm desde criança. Os pais acabam 'ensinando' de certa forma os filhos a seguirem sua sexualidade hétero ou homo, por isso eu sempre falo ORIENTAÇÃO e não OPÇÃO sexual.

N: Mas de qualquer forma, a orientação sexual é testada durante a puberdade. Você acha que as celebridades, ou mesmo influências, ajudam na exposição da orientação sexual dos adolescentes?
B: Pensando bem, pode ser que sim. O que mais vemos é adolescente virando emo, e com a cabeça confusa sem saber o que quer da vida, e do que realmente gosta, e querendo experimentar coisas novas, e vai por esse caminho. Portanto, infelizmente acaba influenciando sim.

N: Você é a favor da parada do orgulho gay, ou acha que deveria haver também parada do orgulho hétero?
B: Eu até achava bacana, até que vi em alguns sites a pouca vergonha que se passa durante os protestos, então passei a ser contra. Mas não sou preconceituosa por isso, acho que existem outras maneiras de eles exigirem respeito, a parada gay acaba ridicularizando eles diante da sociedade. E não vejo necessidade de haver uma parada do orgulho hétero. O que deveria existir é gays e héteros juntos, sem preconceito algum.

N: Você condenaria alguma posição sexual? Ou não indicaria alguma?
B: Sem contra-indicações.

N: Você é a favor ou contra a legalização do aborto?
B: Só em caso de estupro ou gravidez de risco. Porque, ninguém iria querer criar o filho de um estuprador, e nem iria querer correr o risco de morrer no parto. Acho que são as únicas situações aceitáveis, já que abortar é tirar uma vida. E sendo legalizado qualquer tipo de aborto, o que iria ter de menininha de 14,15 anos engravidando e depois abortando, não tá escrito.

N: Existe ponto G?
B: Não sou Expert nisso, mas ponto G não. Tem aquele local que você sente mais prazer, que eu acredito variar de pessoa pra pessoa, que talvez possa ser chamado de ponto G.

N: Sexo como meio de sustento, é válido?
B: Não, nem pra sustentar-se, muito menos pra sustentar relacionamento. Porque ninguém vive só de sexo. E um relacionamento não é e não deve ser sustentado com sexo, um relacionamento deve ser sustentando acima de tudo por amor, confiança e respeito, acabou-se isso, acabou-se o relacionamento. Sexo a gente passa algum tempo sem.

N: Defina Bianca em uma palavra.
B: Determinação.

N: amigo em uma palavra?
B: Sinceridade.

N: Amor em uma palavra
B: Djavan (namorado dela)

N: Um sonho?
B: Ser Engenheira Civil, formada em uma boa universidade.

N: um mundo?
B: O que eu construí pra mim, onde eu consigo ser muito, muito e muito feliz

Eu agradeço à Bianca Ripoli por autorizar a publicação dessa entrevista, e desejo a ela os meus protestos de mais elevada estima e consideração. Não deixem de comentar e não percam o próximo:


Um comentário:

  1. Obrigada pela entrevista! Adorei o papo que tivemos.
    E ta aí, um pouco do que penso sobre SEXO e afins! HIUEHIEHIE espero que gostem :D
    E ah! Parabéns pelo blog e pela coluna, Carlos!
    Sucesso!

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