domingo, 9 de janeiro de 2011

Inversão de Valores

“O importante é ser você, mesmo que seja estranho, seja você mesmo que seja bizarro.”
Essa frase não se aplica aos integrantes de reality shows que implicam no convívio fechado, e, algumas vezes, fora deles. Nas universidades em que deve haver um convívio com o próximo também não é diferente, pois, em ambos os casos, as pessoas acham que, se criarem uma personalidade que não é dela - até me atrevo em dizer personagem, pois é como o individuo realmente está agindo – as pessoas se aproximariam, e até almejariam entrar em seu ciclo de amizade.
E atraídas por essa personalidade inexistente, as pessoas se acomodam e acham que nada pode mudar – pois não sabem da verdade. O que o indivíduo realmente se transforma é em uma pessoa bipolar, não por que seu humor é bipolar, mas sim, por que sua personalidade o faz assim. E ao mesmo tempo em que se constrói um império de predicados, do outro lado impera a falsidade.
O personagem se faz rico, humilde, mas sofisticado; se faz de voluptuoso, expondo pessoas para tal, enchendo-as de promiscuidade; para atrair os que estão no mesmo gabarito. Esse disfarce hipócrita é o que chamamos de Dissimulação.
Mas, de repente, os que foram iludidos descobrem toda a farsa, e se voltam contra o dissimulado, como um furacão se volta contra uma cidade, e, num ato de fé, espalham a verdadeira identidade dessa pessoa. E o logrador, não percebendo o que fez, acha que estava certo o tempo todo, e – como tem dupla personalidade – se coloca em terceira pessoa, quando uma retratação sucinta é imposta.
Certos estavam os logrados - como eu sempre digo, desculpas amenizam, mas não mudam o fato – que após as desculpas, procuraram possíveis pessoas e lugares que o dissimulado poderia se refugiar, da mesma forma que um político demagogo que pede asilo em outra embaixada, porque está a ponto de ser linchado pela população.
Mesmo depois de tudo isso, essas pessoas que foram iludidas, não podem se desvencilhar facilmente – em Reality Shows ou Faculdades. Nos Reality Shows de convívio fechado, ainda existe um sistemas de eliminação semanal, mas não cabe aos participantes eliminar, em alguns casos, nem ao povo, devido a certa manipulação. Nas universidades, não há esse sistema, apenas a transferência, mas cabe apenas ao dissimulado, que acha que estava certo, optar pela mesma.
Indiferente em ambos os casos, ficamos a esmo, esperando por algo que pode não acontecer, perturbados pela presença, não do inimigo, mas do pobre coitado que tentou ser popular, criando uma segunda vida, e escondendo sua verdadeira identidade.
Mas, assim como em Reality Shows, mesmo já sabendo toda a procedência do programa ainda nos surpreendemos.

Um comentário:

  1. eeeu ameeei esse texto ! explica mt bem o que acontece hj na sociedade, isso acontece diariamente ! todo dia a gente pode ser surpreendido com pessoas que agem dessa forma ! as pessoas precisam mostrar realmente o que elas são, não importa o que sejam, todos teem defeitos e qualidades e ninguém é melhor do que o outro (:

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