quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Crítica: A Saga Crepúsculo: Amanhecer- Parte I

    Estreando na sexta-feira retrasada, 18/11/2011, A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte I (The Twilight Saga: Breaking Down - Part I) determina o 'começo do fim' da série de longa-metragens baseados nos livros homônimos de Stephenie Meyer. Tendo seu início marcado em 2008 e seu fim em 2012, a série já levou milhões de pessoas aos cinemas, batendo recordes de estreias nos EUA e no Brasil.
    Sem muitos detalhes a mostrar, diferentemente da série Harry Potter, o desenrolar básico destes filmes se baseiam em pequenos conflitos míticos (envolvendo vampiros e 'lobisomens') e na questão do amor impossível entre uma humana e um vampiro, além de um "lobo", formando um triângulo. Mas este se faz diferente dos outros. Não fica naquela baboseira clássica do romance e de briguinhas, mas também promove situações de discórdia mais perigosas, beirando uma certa fatalidade. Tão esperado pelas fãs mais alvoroçadas, ocorre, finalmente, o casamento do casal protagonista. Com pompa e excentricidade, como é do costume de Alice (Ashley Greene), o evento é bastante fiel ao do livro, exceção à meros detalhes, que são baseados na interpretação de cada um.
    A direção de Bill Condon surpreende, tirando o filme da mesmice da série, modificando conceitos, passando por cima de alguns acertos e também erros. As novidades que ele tenta propôr são inadequadas ao gênero, principalmente quando citamos um momento tão aguardado como a transformação de Bella (Kristen Stewart). A ideia é inegavelmente boa, mas em outro contexto, em outro modelo de filme, enfim, em outro lugar que não seja a Saga.
    Em questão de atuação, vemos um Jacob (Taylor Lautner) mais maduro e macho e um Edward (Robert Pattinson) mais simples e romântico, reflexo, provavelmente, dos filmes que estrelaram e da espécie dos mesmos que pretendem seguir. Kristen, entretanto, é igual, mas não acredito ser culpa dela, e sim do papel que ela representa: uma personagem fútil e sem emoções, que nem mesmo um vampiro consegue fazê-la demonstrar.
    Não nego, entretanto, que apreciei o filme, salvo algumas partes que me decepcionaram e que nem eu mesmo interpretaria de tal maneira. A desejar em algumas coisas, mas surpreendendo em outras. É dessa maneira que A Saga Crepúsculo caminha para seu fim, talvez não tão épico quanto se espera.

 ~ Peço perdão pela demora da crítica. ~

Um comentário:

  1. Concordo com você que o filme deixou a desejar em algumas partes e fui um pouco decepcionada. Espero que a parte II seja um pouco mais emocionante e com mais acertos do que erros!
    Excelente texto, ótima crítica.
    Parabéns

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