domingo, 18 de março de 2012

[Con]Fusão - Conformismo


Os meus sentimentos se tornaram tão confusos nesses últimos tempos que eu já não sei o que devo escrever... Como narrar algo que você não presenciou, não viveu ou não sentiu?


Bem... Eu supostamente devia falar sobre meus sentimentos, mas como não sei quais são os que me rondam no momento, não sei como preencher esse espaço em branco, essas linhas vazias...
Pois então, se é confusão que se passa, é confusão que será transcrita.
Coloquei tudo em ordem, na minha cabeça, quando não havia nenhum problema sólido para resolver. Mas, agora que meus problemas são táteis, meus sentimentos são obtusos... E isso meio que é uma “regra” pra mim. Parece que quanto mais contato físico, menos ordem mental.
Minhas vontades mudaram, minhas prioridades já não são todas as mesmas de antes... Nada faz muito sentido. Mas tudo tem sentido, tudo tem lógica. Eu só não os enxergo o tempo todo, porque me torno conformada com as formas e aceitadora do “tudo bem” e do “sei lá”.
Porque esquivo-me dos sentimentos para não meter os pés pelas mãos. Porque esqueço o que é mais importante para mim. Porque já não sei mais distingui-los uns dos outros. Porque o resto tornou-se só o resto, sem nenhuma importância, como deveria ser sempre, mas não me era, anteriormente. Porque minhas frases e pensamentos são, agora, obtusos e indistintos... Porque os “porquês” são infinitos, e eu ainda procuro por mais deles...
E tudo é tudo e nada é nada e “tanto faz” não me importa mais.
Conformismo é a palavra certa para tudo, agora. Não me movimento para compreender minha mente e deixo que os atos sejam sós movimentos... Eu não sinto não me esforço, não, não, não e não!

Ana Carolina Simões é estudante de Ensino Médio e escritora convidada do Blog. Escreve para a Coluna [CON]Fusão quinzenalmente. 

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